Sociedade Brasileira de Eubiose
A esperaça da colheita reside na semente
Conectividade espiritual
A idéia de conexão dentro da espiritualidade nunca foi uma novidade para aqueles que trilharam o verdadeiro caminho iniciático ou para os membros da Grande Fraternidade Branca. Ao longo da história evolucional do homem o objetivo primordial de todo processo iniciático foi o estabelecimento de conexões, seja no nível pessoal (a ligação entre o ego inferior e mortal de um ser humano à sua individualidade imortal), no coletivo (a conexão com a matriz inspiradora e diretora da espiritualidade na Terra, que é a Grande Fraternidade Branca) ou no nível Cósmico (a conexão da evolução na Terra com todo o esquema cosmogônico universal). Todo culto verdadeiramente religioso tem essa idéia em seu âmago como indica a acepção do termo religião (do latim religare: tornar a ligar, reconectar).
Nosso Mestre Henrique José de Souza sempre foi um facilitador de conexões. Sua missão teve como escopo a reconexão entre hierarquias caídas e suas verdadeiras dignidades espirituais (como os Bhante-Jauls e o Quinto Luzeiro), bem como conectar todos os homens de boa vontade com algo transcendental.
Ao longo de sua trajetória evolucional o homem precisou mergulhar no mundo das formas e da multiplicidade para a obtenção do máximo de experiências possíveis. E isto fatalmente levou-o ao esquecimento de sua origem divina e conectada com a natureza, com o cosmos e com a Divindade suprema. Trilhamos o caminho da máxima diferenciação e especialização e isso, mesmo fazendo parte do projeto evolucional, trouxe conseqüências. Uma das mais gritantes foi a radical separação entre o sagrado e a técnica, ou entre religião e ciência, muito bem sintetizada pelo psicólogo e antropólogo Roberto Crema:
O divórcio ente a ciência e consciência encontra-se na base da decadência ética e institucional do Ocidente. Quando a unidade do conhecimento foi fragmentada em ciência, filosofia, arte e tradição espiritual, a roda do desastre foi posta a funcionar. Gradativamente, introjetamos a absurda classificação de ciências ‘exatas’ e ‘humanas’ (as primeiras seriam inumanas?!). O mito da objetividade, o tabu da isenção valorativa e o método de separatividade entre o sujeito, o objeto e o conhecimento resultaram numa sofisticada ciência-tecnologia destituída de alma e espírito. Ética, estética e pneuma foram banidas dos domínios ditos científicos, e essa perigosa patologia dissociativa adquiriu estatuto e status. Não é de espantar, portanto, que profissionais e técnicos bem-sucedidos, muitas vezes em altas posições dirigentes, tratem da dimensão social apenas manipulando números, estatísticas e gráficos, desdenhando, solenemente, a dimensão essencial dos valores. O humano foi reduzido a ‘recurso humano’, palavra desumanamente injuriosa, sustentada por uma atitude filosófica mecanicista utilitarista implícita, tão evocada, inclusive, por representantes das ditas ciências ‘humanas’[1].
Neste terceiro milênio este panorama será paulatinamente transformado. Cada vez mais buscaremos integrações, ligações, reconexões que nos levarão a uma vida mais integral, global, holística, com sentido e, consequentemente, mais feliz.
Rumo a 3005: a era das conexões
Em 2005 iniciamos o período que nosso Mestre denominou de ciclo avatárico ou Era de Maitréya, e estamos sob a influência do décimo Avatara de Brahma:
O período de dez mil anos que aí vem em caminho formará o 5º Sistema, pois, como se sabe, terminado o ciclo avatárico dos dois budas – Celeste e Terrestre – entra o trabalho grandioso do 5º. E este trabalho, como se sabe, começará mil anos depois da manifestação do celeste ou 2005[2].
Nesta etapa buscaremos cada vez mais a essência das coisas e também a ligação com aspectos superiores e transcendentais. Por isso podemos dizer, sem medo de errar, que este novo período pode ser chamado de Era das Conexões. Esta Era terá suas características e peculiaridades, seus aspectos positivos e negativos, mas ela terá como marca registrada uma maior conexão com o transcendental.
Conexões
Seguindo a tríade proposta por Edgar Morin[3] – Indivíduo, Sociedade e Espécie – denominada por ele de “Trindade Humana”, podemos analisar, as várias conexões que o homem fará no futuro.
a) Conexões individuais: a Transformação
Podemos comparar a história evolutiva do homem a uma árvore: para chegarmos no nível cósmico e atingirmos os páramos do que hoje para nós é considerado infinito, precisamos de um enraizamento biológico. Nietzsche escreveu que, para uma árvore crescer rumo aos céus, ela precisa que suas raízes se fixem no mais profundo da terra[4]. Enquanto nosso destino cósmico é expresso pelas folhagens, e nossa natureza biológica pelas raízes, o homem é o ponto de união entre as duas. Ele é um pontifex, que liga o passado animal ao futuro divino. O homem é o ponto focal onde se concentram hoje as esperanças de evolução do plano arquetipal do Eterno. A evolução global depende da evolução individual do homem. O primeiro passo dessa grande jornada é a transformação do homem, para que ele possa conectar-se ao seu ser mais íntimo, ao seu Deus Interior, ao arquétipo do Self, segundo a terminologia junguiana. A realização da Eucaristia, ou a união do Eu com o Cristo Interno é o passo primordial para a constituição da humanidade numa hierarquia criadora. O homem passa a ser o verdadeiro Templo da “religião” de Maytreia, pois em seu íntimo se localiza o Sanctum Sanctorum onde vibra a chama viva da Consciência Humana ou seu princípio crístico, também chamado de Atmã.
Através do autoconhecimento vamos descortinar o caminho que nos levará à nossa verdadeira essência, e então passaremos a viver nossa verdadeira individualidade, nossa verdadeira vida, nossos mais reais anseios e propósitos, em sintonia com a nossa Mônada ou tríade superior. O homem aparece como um participante do real, até como um instrumento de medida dele, pois ele é o elo de unificação entre o invisível (abstrato) e o visível (órgãos dos sentidos e instrumentalização)[5]. Neste momento estaremos conectados com o sentido da vida, o que, junto com a alegria, são inerentes a essa nova forma de vida.
E, conseqüentemente, passamos a ser um dínamo irradiador de espiritualidade, amor e sabedoria para a face da Terra. Segundo JHS, “Cada Munindra é um Templo vivo, onde quer que se apresente no mundo. Quem não pensar desse modo, não conhece absolutamente nada da Obra”[6].
O homem passará a conectar sua mente concreta com a abstrata, transformando um mental comum em Manas Taijasi. Com o mental abstrato em franco desenvolvimento, naturalmente este supra mental começa a ser bafejado pela intuição, que é o princípio do conhecimento sintético: “Mental Superior ou Manas-Taijasi a caminho de Budhi-Taijasi, ou o Mental iluminado por Budhi, o Plano da intuição ou do Espírito. Plano da verdadeira inteligência, onde se firma o Corpo causal…”[7] Este padrão tem como maior exemplo o cérebro humano: este faz naturalmente uma sinergia entre seu lado esquerdo (racional, analítico) e o direito (sintético, intuitivo, criativo). Hoje a humanidade ainda tem um baixo uso de todo potencial cerebral, principalmente de seu hemisfério direito.
E quanto mais este supra-mental se desenvolve, mais o coração também passa a agir, despertando as chamas do amor. Quando o homem vence as provas evolucionais e atinge um patamar mais alto de consciência, ele torna-se um Adepto, um vencedor da vida e da roda de Sansara. Quanto mais ele avança em evolução, mais ele passa a agir com o coração em sintonia com a mente. Daí ele caminha a passos largos para estabelecer uma nova conexão e atingir uma nova meta: tornar-se um Arhat de Fogo, ou um Místico e Sábio da Lei, aquele que equilibrou perfeitamente suas emoções com sua mente, seu coração com seu cérebro:
De fato, o místico devocional, que procura salvar-se apenas pelo amor sem ligar ao Mental ou Vida universal, não possui o mesmo valor do místico intelectual ou Teósofo, que sabe porque razão ama, e porque razão pensa. E como tal, pode dirigir os demais seres da Terra conscientes do seu dever para com a Lei, que de humana não tem nada[8].
É importante abordarmos que, nesta perspectiva, a humanidade começará ainda a fazer um novo tipo de conexão: aquela entre os dois sexos ou as duas polaridades sexuais, a união dos princípios masculino e feminino universais, resultando no androginismo. Os seres serão andróginos inconscientes no início, e plenamente conscientes no final[9] e dentro de dez mil anos já estaremos vivendo a Idade dos Andróginos[10]. Já vemos no mundo os primeiros anúncios desta era, com a abolição de papéis e funções sociais estritamente masculinas ou femininas.
b) Conexões coletivas: a Superação
Cada vez mais a humanidade caminha para a superação de barreiras, sejam elas de que natureza for (econômicas, políticas, de conhecimento etc). Vemos no mundo a formação de grandes blocos econômicos corporificando aquilo que conhecemos como Globalização. As pessoas mais e mais se conectam através da Internet, abolindo barreiras geográficas e imiscuindo as culturais. Isso tudo reflete os protótipos dos mundos espirituais, que dão a palavra de ordem para a realização no Terceiro Trono.
Estamos adentrando a tão propalada “Era de Aquário”. A humanidade inicia uma nova era astrológica. Muito foi dito, muito foi especulado e também muito foi iludido a respeito desta fase, como se todos os problemas sumissem num passe de mágica e um mundo perfeito surgisse para os homens. O que devemos ter em mente é que muitas das características do signo astrológico de aquário serão trabalhadas neste período. E o ideal aquariano está ligado ao trabalho e interação de grupos, de associações, principalmente aquelas que gravitam em torno de um ideal. Uma das características positivas do aquariano é reunir as diferenças e trabalhá-las sem distinções, buscando um convívio fraterno com a diversidade.
A Era de Aquário pede que trabalhemos a fraternidade universal através da união dos povos, da superação das diferenças, da convivência fraterna. Daremos mais um passo rumo à visão uraniana em ação no mundo, sintetizada no ideal da Revolução Francesa – Liberdade, Igualdade, Fraternidade – que se processou sob a influência do planeta Urano, regente do signo de aquário[11]. Tendo trabalhado este esteio, estaremos caminhando, juntos, rumo à efetivação do slogan deixado por nosso Mestre: “Um só idioma, um só padrão monetário, uma frente única espiritualista”[12].
Espiritualmente o mundo cada vez mais refletirá estes arquétipos através da vivenciação de uma nova forma de espiritualidade, denominada por Henrique José de Souza de Culto de Melki-Tsedek[13].
E esta “religião” terá como premissa básica a conectividade: ela conectará o Oriente e o Ocidente, a mística e a ciência, o saber e o sagrado, e, consequentemente, todos os povos:
Ela é o verdadeiro significado do termo religião, porque une todos os homens entre si, para serem iguais a Deus. A Eucaristia ou Comunhão Universal de todos os Seres, tal como o quer e afirma o Monarca Universal, Rei e Sacerdote, Senhor de Todas as Criaturas[14].
O louvor à divindade será feito através da busca de seu conhecimento, e daí surgirá o natural e espontâneo amor a ela, pois só se ama aquilo que se conhece.
A idéia do Culto de Melki-Tsedek já aparece entre alguns pensadores da face da Terra. A terceira via, ou aquilo que suplantará o que conhecemos como ciência e tradição espiritual é chamada de “Metaciência” por Basarab Nicolescu, e de “Metarrealismo” por Jean Guitton[15]. Mesmo passando-nos a idéia de algo pomposo e reluzente aos olhos externos, este “culto” sempre existiu, e ele naturalmente liga as pessoas ao que é mais essencial, mais verdadeiro e, fatalmente, ao mais simples: “Sim, o Culto de Melki-Tsedek, Mística Cientifica, Ciência Espiritual ou Religião Sabedoria, onde a mente e coração estão lado a lado, cujo objetivo primeiro é tornar ligar o homem a Deus, sem necessidade de sacerdócio nem outro qualquer intermediário. Porque todo ser iluminado, direta ou indiretamente por iniciação, desde que esteja de posse de certos mistérios, faz parte dessa Igreja Secreta, que sempre existiu, por ser a mais preciosa de todas as religiões, ou seja: a Fraternidade Universal da Humanidade”[16].
O Culto de Melki-Tsedek será um opus alquímico de todo trabalho realizado entre Oriente e Ocidente. Ele é uma fusão entre Budismo (expressando um trabalho ligado ao Quinto Senhor) e Cristianismo (trabalho ligado ao Sexto Senhor)[17], que de há muito foram preparados para, num futuro distante formarem uma terceira via. Tsong Khapa (1357-1419), Reformador do Budismo, foi o grande baluarte desta nova religião; segundo o professor Henrique José de Souza, ele foi o “Pedro” do Budismo[18]. E o Cristo, há dois mil anos, através de seu trabalho sinárquico, veio trazer a outra haste deste culto: “Sim, o Budismo se uniu ao Cristianismo (que da mesma possui muitas cousas). Uma no Oriente. E outra no Ocidente. De ambas surgiu uma Terceira, dirigida pelo próprio Bija dos Avataras, mais conhecido no Tibete com Chen Razi (o Espírito de Misericórdia da Montanha)”[19].
Todos sabem que o Vigilante Silencioso é figurado ainda como no passado, em Pio XII, pois como ‘Pastor Angelicus’ seria a ‘deixa espiritual’ do Cristianismo e do Budismo (o próprio termo o diz na ‘cabeleira de Tsong Kapa’ ou Vigilante Silencioso). Sim, como final dessas 2 religiões (dos 2 Cristos etc.) para a de Maitreya, mas ‘Religião Eubiótica’ ou Teosófica, com a modificação geral, seja social, política, científica, filosófica etc. Daí, as profecias de Paracelsus e Nostradamus, do ‘encontro do Monarca Universal com o Pastor Angelicus’[20].
O Culto de Melki-Tsedek constituir-se-á numa ponte para algo mais sublime: o convívio com os “deuses”. Com a vinda da Agartha para a face da Terra, teremos aqui a mesma configuração do período esplendoroso da Atlântida, e novamente estaremos vivendo o paraíso na terra. O termo Agartha significa “vinda do Éden”[21]. Cabe ressaltar aqui que paraíso não significa perfeição absoluta, ausência de problemas, mas sim um estado superior de consciência. A palavra paraíso pode ser desdobrada em “Para” e “Iso”, ou “Isis”, significando “além dos véus de Ísis”. Paraíso seria então a retirada de mais um véu mayávico em direção à Verdade.
c) Conexões cósmicas: a Metástase
Com a nova configuração das hierarquias todo o lastro kármico que pesava sobre a Terra foi resolvido pelo Sexto Luzeiro. A Cadeia Lunar e a Atlântida foram redimidas; as hierarquias caídas, inclusive o Quinto Planetário, foram restabelecidos às suas dignidades hierárquicas; tragédias passadas foram resgatadas. O único trabalho que falta a ser realizado é o principal, e objetivo maior da Quarta Cadeia, que é a elevação da Hierarquia Jiva à categoria de Hierarquia Criadora. Todo o nosso trabalho, e da Grande Fraternidade Branca, voltam seus holofotes para a hierarquia Jiva. Não é à toa que nosso Mestre escreveu claramente estas linhas:
Do dia 28 de setembro p. vindouro em diante só poderemos aceitar em nossas fileiras adultos como jivas ou uma humanidade relacionada com o 5º Sistema. Nesse caso, ‘Sub-Aspectos’ de ‘Asuras’ ou seus ‘discípulos’ transformados em ‘Adeptos da Boa Lei‘[22].
Esta hierarquia tem sua função e lugar demarcados no esquema cósmico do Logos. Quando um ser humano conecta-se efetivamente à sua Mônada, à sua essência interior, ele passa de Jiva (palavra que significa “vida”, ou “vida em estado bruto”) para Jivatmã: “Jiva é Prana, é vida, é existência, como ‘formação de consciências’. Jivatmã ‘é a consciência formada’, isto é, consciências formadas, na razão numeral e cabalística do mistério”[23].
O Jivatmã passa não só a conectar-se com sua essência interior, mas também com a Terra, corpo físico do Planetário, e com a natureza; passa a integrar-se de forma holística ao meio que o cerca. Realiza a verdadeira Metástase. Esse sentimento de união com o Todo desperta o verdadeiro sentido de Hierarquia, pois aí, efetivamente, ele se sente englobado. Ele é parte integrante de um todo maior, que tem uma função definida dentro de um todo maior ainda àquele do qual ele faz parte. E como consequência natural disso brota em si a Compaixão e o Amor Universal. Seus atos não são mais individuais, mas pautados dentro dos atos da hierarquia; não por obrigação, mas pelo sentimento de amor que une todos os seus membros, como uma grande família cósmica.
Dando esse salto de consciência, o Jivatmã passa a buscar uma conexão maior e mais transcendental: a conexão com o seu Eu Cósmico, com a expressão de seu Eu dentro do cosmos. Henrique José de Souza em muitas cartas-revelação nos diz que corpos celestes são pontos de interferência cósmicos para consciências na Terra[24]: os planetas são os corpos físicos dos Dhyan-Chohans[25], As estrelas são interferências cósmicas dos Jivas em evolução na Terra[26] e [27].
Usando-se a linguagem da física quântica, quando a humanidade tornar-se efetivamente uma hierarquia criadora, ela dará um salto quântico de consciência para um novo patamar, passando a conectar-se também com sua dimensão cósmica.
Quais os caminhos?
Como vimos, o caminho é caracterizado por várias formas de conexões. E para acelerar este processo, este caminhar, mister se faz o uso de um ferramental que, além de realizar estas conexões, ele em si se pauta nisso.
Nosso Mestre deixou-nos um precioso acervo de milhares de páginas de cartas-revelação, cuja leitura e meditação sobre seu conteúdo auxilia-nos poderosamente no desenvolvimento de nossos princípios superiores (Mente Abstrata e Intuição) e, consequentemente, na conexão com o princípio átmico, nosso Cristo Interno. As cartas-revelação integram e conectam todo o conhecimento transcendental; elas se baseiam no conhecimento integral, holístico, sintético do Segundo Trono, cuja marca registrada é a superação das polaridades. No Segundo Trono os paradoxos se reconciliam, as polaridades são transcendidas, e um terceiro elemento, globalizante e integrativo, surge. Como nos disse Henrique José de Souza, “Aquele que ultrapassa o Akasha é Fonte de Toda a Riqueza – KA-AK-KIM”[28].
O conhecimento do Segundo Trono, trazido para a linguagem humana através das cartas-revelação, além de ser integral, é multidimensional. E para penetramos, por mais levemente que seja, nessa esfera transcendental, precisamos pensar de forma holística: “O mistério está sujeito a 4 fatores: espaço, tempo, número e potência. Com eles se resolve tudo inclusive o que existe por baixo das minhas últimas revelações”[29].
Esta forma de conhecimento não se preocupa em chegar diretamente a respostas, mas circunscreve a questão de forma a apreender todas as suas facetas, propiciando um conhecimento global do assunto. Para atingir-se isso necessário se faz o uso da mente abstrata e da intuição, chamado também de princípio sintético.
Outra ferramenta de suma importância é a Ioga, chamada por JHS de “A Realização ou União com Deus”: “Essa Ioga da União com Deus, ou Teofania, que vai ter em Teosofia, como aquisição da Sabedoria Divina, vale por um tesouro inesgotável de Sabedoria. [...] Aquele que a fizer é um Adepto, um verdadeiro deus, um Logos”[30].
E jamais devemos esquecer a importância da conexão com os Sistemas Geográficos. Hoje, o elo de ligação entre a face da Terra e a Agartha são os Sistemas Geográficos. Através de suas embocaduras, flui o potencial vibratório dos Mundos Internos. E é de suma importância que pessoas estejam lá periodicamente para estabelecer esta conexão e servir como ponte entre os mundos internos e a face da Terra, transformando a energia potencial mental que de lá irradia em energia cinética mental, que será captada por homens de valor em todos os setores do saber humano, transformando em realizações concretas.
Considerações finais
Procurou-se, neste texto, fazer reflexões sobre indícios, caminhos, e horizontes que mostrem a conectividade em meio ao nosso processo iniciático. Sem dúvida alguma o homem caminha para aquilo que chamamos de “a era das conexões”, onde as partes se conectam para formar algo muito maior que a simples soma delas. Como última reflexão, cabe aqui lembrar o sentido do termo conexão. Segundo o dicionário Houaiss, conectividade significa a capacidade ou possibilidade de operar em um ambiente de rede. Conectivo é o que une uma coisa à outra, e conectar é unir, ligar. Quando nos conectamos a algo, não perdemos nossa identidade para nos tornar outra coisa, mas sim passamos a comungar com algo maior – como um “computador” que mantém suas características e amplia-as ao se conectar numa rede. Expandimos nossas capacidades, e graças a isso podemos fazer muito mais coisas. Passamos a “operar em rede”, ou a sermos parte de algo maior. Como nos disse Pierre Weil, o homem passa a ser o elo de unificação entre o invisível (abstrato) e o visível (órgãos sensoriais)[31]. Passamos a ser muito mais do que simples homens; tornamo-nos algo maior, mais completo e mais sublime: tornamo-nos parte da resplandescente Hierarquia Jiva.
Cruzando-se a tríade Indivíduo-Sociedade-Espécie, proposta por Edgar Morin, com os três aspectos das nove seções da Eubiose, podemos construir um quadro sintético das idéias abordadas.
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Infra |
Auto |
Supra |
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| Individual
(Indivíduo) |
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| Coletivo
(Sociedade) |
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| Cósmico
(Espécie Humana) |
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* Marcelo José Wolf. Publicado originalmente como parte integrante do material paradidático para o evento “Conversação Conectividade”.
[1] Crema, Roberto. Além das disciplinas: reflexões sobre Transdisciplinaridade geral. In: __________; Weil, Pierre; D’Ambrósio, Ubiratan. Rumo à nova transdisciplinaridade. São Paulo: Summus Editora, 1993.
[2] CR 20.07.1959.
[3] Morin, Edgar. O Método 5: a humanidade da humanidade. Porto Alegre: Editora Sulina, 2007.
[4] Nietzsche, Friedrich. O Anticristo. São Paulo: Martin Claret, 2003.
[5] Weil, Pierre. Axiomática transdisciplinar para um novo paradigma holístico. In: Crema, Roberto; __________; D’Ambrósio, Ubiratan. Op. Cit.
[6] CR 07.04.1950, Livro do Graal.
[7] CR 27.04.1958.
[8] CR 16.08.1950, Livro da Pedra.
[9] CR 01.12.1957.
[10] CR 08.10.1953.
[11] Paul, Haydn. O Espírito Revolucionário: explorando o Urano astrológico. São Paulo: Editora Agora, 1993.
[12] apud Souza, Helena Jefferson. Pequeno Oráculo. S.l: s.d.
[13] “Esta religião, única no mundo será chamada de Culto de Melki-Tsedek”. In: CR 06.04.1958.
[14] CR 29.10.1957.
[15] Crema, Roberto. Op. Cit.
[16] Brito, Samuel Moura de. S.n. São Paulo: mimeo, 2005. [cortesia do autor]
[17] CR 18.03.1962.
[18] CR 19.03.1962.
[19] CR 19.03.1962.
[20] CR 08.02.1963.
[21] CR 07.11.1951.
[22] CR 31.07.1954.
[23] CR 09.10.05.1950, Livro do Graal.
[24] CR 12.08.1950, Livro da Pedra.
[25] CR 24.05.1950, Livro do Graal.
[26] CR 27.05.1950, Livro do Graal.
[27] CR 16.08.1950, Livro da Pedra.
[28] CR 21.08.1956.
[29] CR 31.10.1953.
[30] CR 27.06.1960.
[31] Weil, Pierre. Op. Cit.
Em 16 de julho de 2011 às 11:55 am, thyana disse:
Gostaria de aprender mais.
(link para este comentário)Em 17 de julho de 2011 às 5:39 pm, admin disse:
Olá Thyana,
(link para este comentário)Recomendamos que entre em contato com o administrador do departamento mais próximo para mais informações. É possível obter o telefone e o endereço de e-mail para contato na lista de “Departamentos próximos”, no menu abaixo.