Sociedade Brasileira de Eubiose
A esperaça da colheita reside na semente
A origem do Cristianismo
Como todos os grandes movimentos o Cristianismo surgiu para responder a diversas solicitações, de ordem oculta, social e psicológica. A natural evolução da sociedade humana e a progressiva transformação da consciência estavam a exigir um novo rumo, uma orientação diferente, que visasse impor certas modificações do estado de ser dos indivíduos e das coletividades. A antiga religião de Israel não podia mais responder pelos interesses humanos. Impunha-se uma radical transformação nas Leis que regiam as coletividades e, para isto, apareceu e se firmou o esplêndido movimento cristão. Tornava-se imperiosa uma reestruturação de funções, reestruturação esta que viria nobilitar o trabalho e dignificar a pessoa humana.
O cristianismo impõe a igualdade de todos os homens perante Deus. Acabava-se, assim o privilégio de uma classe; as famílias nobres perdiam as suas régias significações, as suas posições especialíssimas, já que todos os homens eram irmãos e iguais perante a suprema divindade. O trabalho seria dignificado, não cabendo mais exclusividades a uma classe deserdada e infeliz; a dos escravos. Para as antigas religiões o trabalho era indigno do homem, devendo ser executado por seres inferiores, pelos escravos. Grandes transformações trariam para o mundo imposições destes dois princípios cristãos.
As relações entre os homens seriam mais doces, mais suaves, pela aplicação do princípio da caridade. Neste particular, como, aliás em quase todos, os “outros Cristos” reafirmam verdades e princípios antigos e já esquecidos pela humanidade. Sob o ponto de vista oculto, o cristianismo obedece à Lei dos ciclos. Sabemos, de acordo com os ensinamentos das diversas tradições que de ciclo em ciclo há a manifestação de um Ser, como diz a Bhagavad Gitâ, para a salvação dos bons e para a perdição dos maus.
A Lei que rege essas cíclicas aparições pode ser descoberta pela simples inspeção do zodíaco. Sabemos que o ponto vernal retrógrada passando através dos signos, cada signo corresponde a uma era especial, determinando assim, diversas cronologias místico-religiosa na Face da Terra. À era do Cristo correspondeu o signo de piscis, é por esta simples razão que o Cristo era identificado pelos antigos discípulos pelo nome de peixe: Ictus. A palavra Ictus servia também como palavra de passe, de identificação, pois os primitivos cristãos, não podiam com o risco da própria vida falarem abertamente em Cristo ou na cruz. Vemos assim que aproximadamente, de dois em dois mil anos (tempo empregado pelo ponto vernal para percorrer um signo do zodíaco) se produz uma modificação radical na concepção religiosa dos povos.
Estamos, agora no final da Era de Piscis e assistimos o declínio, a decadência da religião católica, abre-se, portanto uma nova página para a história da humanidade; no final deste século [o século XX] entraremos na Era de Aquarius e iremos nos defrontar com uma nova e esplendorosa manifestação da divindade: surgirá para o mundo, o esperado Maitreya, o Buda de Compaixão das tradições Tibetanas, o Cavaleiro Soshioh, das tradições persas, enfim, o novo avatara das tradições indianas e budistas.
Todos esses grandes seres são sempre precedidos por movimentos secretos, que preparam as suas vindas. No caso do Cristo duas foram as sociedades que se incumbiram de preparar a sua vinda: a dos Essênios e a dos Terapeutas.
Os Essênios constituíram uma ordem secreta em Israel, habitavam nas montanhas nas proximidades.das cidades, viviam em conventos, praticando a castidade e a meditação. Nada se sabe de positivo da doutrina dos essênios. Os seus ensinamentos como acontece em todas as sociedades secretas, eram velados pelo juramento iniciático. O que sabemos remonta às obras de Flavius Josefh, o ancião, a Philon de Alexandria. As informações que chegaram até nós se referem quase que exclusivamente à parte administrativa das fraternidades essênias.
Como muito bem escreve Jean Marqués Reviére, “É um estranho espetáculo histórico nos inclinarmos sobre uma fraternidade, cujo único traço humano é um pequeno livro atribuído a Philon; tudo é misterioso à volta dos Essênios; [mas sabe-se que] desempenharam um papel considerável na história oculta dos acontecimentos de seu tempo. Nada resta senão uma atmosfera de santidade, uma lenda pura e simples, isto é, o próprio esoterismo”.
Os Terapeutas, por sua vez, constituíram outras organizações iniciáticas do povo de Israel. Os historiadores querem ver os Terapeutas como fazendo parte de uma sociedade secreta cristã, tendo sido organizada após o advento do Cristo. A missão principal dos Terapeutas, no entanto, era a de curar as enfermidades e propagar a verdade. Mais tarde, os Rosa Cruzes seguem os passos dos Terapeutas e saem em campo pela Europa, fazendo curas e pregando a verdade da Gnose, a Sabedoria Iniciática das Idades.
Segundo a tradição hindu há um número determinado de encarnações da Divindade. A estas encarnações se costuma dar o nome de Bodhisatwas. – Poderíamos dizer que o Cristo foi o sétimo Bodhisatwa. – Estes seres não se apresentam com consciência cósmica integral, ao contrário do que ocorre na manifestação de seu oitavo aspecto, que é a síntese dos sete que o antecederam – isto na razão dos Sete Logoi Planetários, dos Sete Dhyans Choans, que gravitam, e que esplendem em torno do Central, o Oitavo. No Mosteiro de Chiga-Tzé, encontramos uma galeria de Budas, onde se acham sete maravilhosas estátuas, a última ao invés de se apresentar com as características orientais, se reveste dos atributos fisinômicos, peculiares aos povos do ocidente.
* Antônio Castaño Ferreira. Publicado originalmente na monografia “Egito – Grécia – Bíblia”, no capítulo intitulado de “O Cristianismo, Suas Origens, Seus fins: Cristo como Sétimo Bodhisatwa; Era de Piscis; As Escolas Iniciáticas que Preparam a Vinda do Cristo”.
Em 4 de novembro de 2009 às 1:36 pm, José Marcos Prates Bastos disse:
Prezados Eubióticos
(link para este comentário)Enviei a voces a alguns dias, um site: http://www.trilogiaanalitica.com.br, que é uma instituição que tem ensinamentos sobre o Brasil semelhante a de voces. Como não recebi nenhum retorno, não sei se a mensagem chegou e nem se voces já conhecem tal instituição. Gostaria, se possível, deste retorno. Obrigado.
Em 5 de novembro de 2009 às 11:01 am, admin disse:
Olá José,
(link para este comentário)Agradecemos sua indicação e avaliaremos o material recebido com o devido cuidado.