Sociedade Brasileira de Eubiose
A esperaça da colheita reside na semente
Uma genealogia espiritualista
O mapa do Brasil apresenta a forma de uma “Cabeça de Leão”, cuja boca e língua são, respectivamente, a Baía de Todos os Santos e a Ilha de Itaparica, na cidade de Salvador, no Estado da Bahia. A Ilha de Itaparica ou “Tabérica de Nassau” tem por medidas os seguintes algarismos:
1, para a própria ilha;
3, para as léguas de largura;
7 para as léguas de extensão.
Estes algarismos compõem o número 1-3-7, que é o próprio desdobramento da causa das causas, no seu aspecto manifestativo, sendo esta uma das inúmeras razões que lhe outorgam o título de “Tula”, como sucesso Daquela outra Primordial, também conhecida como “Ilha Branca”.
A Ilha de Itaparica é um marco da fundação da identidade brasileira, pois foi onde se fundiram dois dos ramos raciais formadores de nossa consciência nacional: o português e o silvícola, muito bem representados por Diogo Álvares Correa, o Caramuru, e Catarina Paraguaçu, a Jacy-Tatá-Morumbê, filha do cacique dos tupinambás (nome este que significa “Povo de Deus”).
Antônio Vieira, o “Pai Açu”, nos diz que os silvícolas lhe relataram que os povos tupis “emigraram para o norte do Brasil, pelo mar, vindos de um país que não mais existia” (o “dilúvio universal”). A expressão “Mar das Caraíbas” é derivada de “Car”, o Condutor dos “Caraíbas de Muam” – sendo que o termo caraíba significa terra dos Carios, Caris ou Caras… As siglas CRI, CRA e CAR formam palavras sagradas, as quais, nas línguas assíria e babilônica, indicam: “caminho”, “marcha”, “seguir para frente”, mas também “guia”, o que nos leva ao sentido de “Guia Espiritual” ou manu. A expressão “Caraíbas de Muam” era usada também pelos silvícolas do sul da Bahia.
O termo nhehém, da língua dos tupis, o nhehém-gatu (“o bom andamento”), significa: “caminho”, “marcha”, “roteiro”, itinerário etc. O nhehém-gatu confunde-se com o ava-nhehém, a língua dos Antepassados – [antepassados] aos quais pertence a raça Tupi. O catequista João de Aspilcueta Navarro encontrou enorme facilidade em aprender a língua da terra, o nhehém-gatu, por ser conhecedor do euscara, a antiga e obscura língua dos bascos, pois ambas são semelhantes na morfologia.
Do exposto, inferimos que tanto os carios como os tupis integram a arcaica estirpe dos povos solares, os detentores da sabedoria arcaica ou [em outras palavras] eubiose – [que nos é] oferecida pelos manus ou avataras, conhecidos pelas Teogonias como os gêmeos espirituais, ou Aqueles que realizam a cíclica marcha evolutiva das civilizações, conduzindo-as como manus, através da vereda descrita alegoricamente pela Mitologia grega como “o itinerário de Io”, onde o “I” e o “O” simbolizam os gêmeos espirituais ou manus, que exercem, cada um deles, funções distintas, a saber: o manu masculino ensina as coisas referentes ao Mental, na “Cidade Alta”, e o manu feminino, as do trato Doméstico, na “Cidade Baixa”. A correspondência Cidade Alta / Cidade Baixa constitui “o fulcro de todas as civilizações verdadeiras”.
No dia 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo, ao avistar a Ilha de Guanay, designou-a de São Salvador, denominação extraída de seu prenome, pois o seu verdadeiro nome é Salvador Gonsalvez Zarco. A atual República de El Salvador, situada na América Central, fazia parte da pré-histórica região de “Kesalcuuatitan”, o “lugar do Divino Mensajeiro” – com j mesmo –, nome consagrado à “Expressão Máxima”, o “Manu Integral” Ketzalcuuatl, pelos “Pipiles” ou “Toltekas”. Os conquistadores espanhóis, como que inspirados, mantiveram o mesmo sentido, ao darem o nome de São Salvador à cidade que é a capital do país. Na realidade, não existe diferença entre os termos Ketzalcuuatl e Salvador, senão vejamos:
1) JHS, a sigla cabalística do Talmud, da qual se serviu Jesus para seu nome secreto (já que o seu verdadeiro nome é: Jeoshua Ben Pandira), é também empregada e interpretada pelo Catolicismo como: “Jesus Salvador dos Homens”;
2) O termo Cristo procede do grego Chrestos, significando: “ungido”, “iluminado”, “sábio”… Então, pelo que se vê, o nome “Cristo” não é individual, e sim uma dignidade ou um grau a que podem atingir as criaturas que realizem uma Iniciação integral. Eis aí porque Paulo, o Iniciado, disse: “Padeço de dores do parto até que seja formado o Cristo em vós” ou, de outro modo, “até que tenhais formado o Cristo em vós”. Por isso se diz Jesus, o Cristo;
3) A expressão Gautama, o Buda tem o mesmo sentido, pois que “Bod” (tibetano) e “Bodi” (sânscrito) significam “iluminação”, “conhecimento”, “sabedoria perfeita” etc.
4) Ich.Thu.S é uma sigla cabalística grega, que corresponde a Iesous Christos Theou Uios Soter, a qual significa: Jesus Cristo, o Salvador, Filho de Deus, e forma a palavra sagrada ichthus ou peixe! O “peixe” alegoriza também o “homem-peixe” ou o “Salvador”, que, no Oriente, chamam de avatara ou manu, termos estes que designam, no sânscrito, os seres que, ciclicamente vêm ao mundo proporcionar à Humanidade os aspectos da sabedoria arcaica, que estão relacionados com o seu respectivo signo zodiacal. Assim, Jesus, o Cristo, o avatara que marcou a civilização ocidental, surgiu no ciclo de Piscis… Queremos, no entanto, enfatizar que, mediante a vivenciação, pelo auto-esforço, dos conhecimentos dados pelos salvadores é que as criaturas adquirem o mérito de sua salvação;
5) O prefixo kat, ket ou kut, conforme aparece no nome Ketzalcuuatl, significa “pedaço” ou “Avatara da Consciência Universal”. Na língua tupi, o termo “avatara” significa “a vinda ou chegada de Tupã”… com o que concluímos ser a Essência sempre a mesma!
Cumpre ainda ressaltar o fato de terem a Ilha de São Salvador e a Cidade de São Salvador, Capital da República de El Salvador, situadas na América Central, o mesmo nome da capital do estado da Bahia. Em decorrência desses fatos, vamos perquirir dos motivos que levaram El-Rey D. João III a determinar ao ilustre Thomé de Souza, primeiro Governador-Geral do Brasil, que:
(a) fundasse a primeira capital na Baía de Todos os Santos;
(b) desse à cidade o título de “Cidade do Salvador”;
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Para o esclarecimento desses fatos, temos que remontar ao Brasil Fenício [cf. estudos anteriores do mesmo autor, publicados na extinta revista Aquarius]. O Rei Badezir saiu da Fenícia por volta de 850 a.C., vindo lançar as bases do Brasil Fenício, como uma preparação para o Brasil Ibero-Ameríndio, fundando, então, dois Impérios: um ao Norte, que ia da atual Cidade do Salvador até o que é hoje o estado do Amazonas; o outro, ao Sul, indo da mesma Cidade do Salvador ao atual estado do Rio Grande do Sul. Badezir enfaixava o Poder Temporal, enquanto Ietbaal, o Poder Espiritual, sendo que a região da atual Cidade do Salvador ficou como interseção dos Dois Poderes, o fiel da balança ou ponto de equilíbrio, chamando-se desde aquela época, Bahia. A sagrada palavra Bahia corresponde também à sigla cabalística Ba.H.Ia, composta das iniciais dos nomes: “Badezir Athanos” mais “Ietbaal Asireth” (seus nomes completos) e mais o “H” intermediário, o heth [ח em hebreu ou no alfabeto fenício] aspirado, oitava letra do alfabeto hebraico [e também do alfabeto fenício]… Do que foi dito, podemos inferir que “o heth hieroglificamente é a própria Baía de Todos os Santos, pois que a Ilha de Itaparica divide-a em duas partes”.
Verificamos então que todas as siglas apreciadas nesta pesquisa se compõem de três aspectos, pois constituem a objetivação das Três Hipóstases do Logos Único, ou seja, três pessoas distintas, mas uma só verdadeira. São, portanto, as expressões do Governo Espiritual (Oculto) do Mundo. Além de tudo isso, o pré-histórico e sagrado termo Bahia é, também, o ponto geográfico onde se encontram os três logos. Assim, temos:
BA – Império do Norte do Brasil, 3º Logos, Governo Temporal
H – Baía de Todos os Santos, 2º Logos, Ponto de Interseção dos Dois Governos
IA – Império do Sul do Brasil, 1º Logos, Governo Espiritual
Pela magnitude e transcendência de todos esses fatos, a pré-histórica e sagrada palavra Bahia perpetuou-se e, ipso facto, homens como, por exemplo, José de Achieta (de Anchor ou Âncora), Manuel da Nóbrega, Antônio Vieira, Frei Vicente do Salvador, Thomé de Souza,, El Rey D. João III e tantos outros, conscientes da sua excelsitude, exaltam-na de todos os modos possíveis, inserindo-a em documentos oficiais e privados e designando-a quer como a Enseada, quer como a Cidade, ou ainda anexando-a aos respectivos toponímicos, fato este que deitou enorme confusão entre os historiadores. É oportuno lembrar que a sagrada palavra Brasil originou-se do nome Badezir.
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Trataremos, agora, das Velhas Armas da Cidade do Salvador, que reproduzimos abaixo:

Notamos os mesmos torreões do Castelo do Brasão de Salvador Gonsalves Zarco, o afamado Cristóvão Colombo. (Aliás, o “Alves” que aparece no final do segundo de seus nomes faz-nos lembrar termos como: Avis, Aviz, Ave e Álvares, todos com referência a ilustres personagens, como Diogo Álvares, Álvares Cabral e D. Nun’Álvares, o Condestável, sem cujo concurso, provavelmente, Portugal não existiria como Nação Soberana e outra seria, então, a História do Brasil. No ano de 1385, em Aljubarrota, por exemplo, os Cavaleiros da Ala dos Namorados, comandados pelo Condestável, empunhavam um Pavilhão Verde – a mesma cor, aliás, do Dragão da Bandeira dos Lusos e, também, da fita e emblema da Ordem de Aviz – tende ao centro a imagem de Nossa Senhora da Conceição e o lema: por nossa terra e por nossas damas! Outro fato importante com relação ao Condestável é que foi de sua genealogia que surgiram os Braganças, os quais, por causalidade, vieram, mais tarde, a governar o Brasil.) Pela mesma razão, o outro nome adotado por Salvador Gonsalves Zarco, qual seja, Cristóvão Colombo, nos permite associar o nome Colombo a Columbus, que é a ave, a pomba do Espírito Santo, uma das pessoas da Trindade Cristã, e que ele saudava na sua sigla, aqui reproduzida – revelando-nos, dessa forma, que não se trata e que não poderia ter sido apenas um homem comum, vulgar, mas possuidor de um Potencial e de uma Origem que não podia divulgar…

Mas, dizíamos, aqueles torreões do antigo brasão da Cidade do Salvador são os mesmos do castelo que consta do Brasão de Colombo, sendo que para formar o central ou do meio, foi substituído pela âncora. Ora, a âncora é um antiqüíssimo símbolo iniciático, servindo sempre para designar “o salvador do mundo”… daí ser chamada “âncora vitae” ou ainda “lia-fail” (a Pedra do Destino), em que o Salvador, o Avatara ou Manu, “ancora” em “lugar seguro”, para a eclosão e realização do seu trabalho salvador, ou, de outro modo, vindo proporcionar às humanas criaturas os meios de, por si mesmas, atingirem a sua redenção. Os dois torreões e a âncora expressam, assim, um ternário, uma trindade (a primeira hipóstase do Logos), ou seja, o Governo Espiritual ou Oculto do Mundo, isto é: o Rei e os dois Ministros nas referidas extremidades. Foi de tão transcendente mistério que saíram as duas colunas do Templo do Rei Salomão, sendo uma de ouro (solar) e outra de prata (lunar), na razão da justiça e sabedoria. São as duas conchas da balança (a própria âncora invertida) e a âncora por si só, é a fé, a esperança e a caridade, ou seja, o Poder Temporal e o Poder Espiritual, enfeixados por quem de direito, o Rei Melki-Tsedek, o Rei de Salém (Poder Temporal, representado pela espada) e sacerdote do Altíssimo (Poder Espiritual, representado pelo báculo sacerdotal).

O brasão atual da Velha Cidade do Salvador representa apenas a pomba, conduzindo no bico o ramo de oliveira, e a inscrição latina sic illa ad arcam reversa est [assim voltou ela para a arca], frase esta relacionada com o “dilúvio universal”, mas que, na realidade, indicava que havia chegado a hora do repovoamento do Brasil. A arca (ou barca) é indicativo de “lugar seguro”, e está, portanto, relacionada ao Salvador, à “âncora”, ou, pela mesma razão, à pomba (seu domicílio, a Arca) – sendo, inclusive, a palavra “pombeira”, sinônimo de âncora. A pomba representa a terceira hipóstase do Logos, ou seja, o Espírito Santo. Estes três símbolos equivalentes – a pomba, a arca e a âncora – expressam as medidas canônicas do manu.
A parelha de Golfinhos das velhas armas da Cidade do Salvador figura também no brasão da cidade do Rio de Janeiro [estudado também em outros artigos do mesmo autor]. Mas, observemos outros aspectos deste precioso símbolo. A heráldica nos diz que a parelha de golfinhos é o símbolo das cidades marítimas. Sim, mas as cidades marítimas que estejam no ritmo solar. Como já vimos, os dois golfinhos estão postados à destra (solar) e outro à sinistra (lunar), representando a dupla manifestação manúsica, os gêmeos espirituais das teogonias. São os andróginos, oriundos da segunda hipóstase do Logos, local das águas genésicas, onde se projeta toda a criação. (Por isso se diz: “os gêmeos nascidos das águas”… como o são todos os manus – razão de serem tidos como peixes ou piscis, como é o caso de Manco-Capac e Mama-Coya, fundadores da primeira dinastia dos Incas, e denominados Manu-Peixes, Manu-Piscis, Manu-Piscus. E daí ainda a origem do nome Macchu-Pichu, dado à Cordilheira ali existente.) No mundo das formas, a terceira hipóstase do Logos, nascemos também das águas, as águas do parto… pelas mesmas razões de os peixes nascerem nas águas. Verificamos, então, que o antigo brasão da Cidade do Salvador encerra em si as três hipóstases do Logos, expressões do Logos Único, a Causa das Causas. Temos:
(a) Os dois torreões e a “anchora vitae” = 1º Logos
(b) A parelha de golfinhos = 2º Logos
(c) A pomba com inscrição latina = 3º Logos
Os dois torreões com a “anchora vitae” e mais a parelha de golfinhos, das Velhas Armas da Cidade do Salvador foram deixados de lado quando da feitura dos novos símbolos da Bahia, permanecendo apenas a pomba e a inscrição latina. Mas retornaram, respectivamente, na bandeira e no brasão do estado da Bahia.

Assim, temos os dois torreões e a âncora, que formam um ternário, representados pelo triângulo que se acha estampado no canto esquerdo superior da Bandeira do Estado da Bahia, e é uma expressão da primeira hipóstase do Logos. Por outro lado, cada torreão tem também a forma da 21ª letra do alfabeto hebraico – o shim [שׁ] – representando assim, cada uma delas, uma trindade. A âncora, por seu lado, representa também uma trindade. Temos, então, como soma o número 9, que, na simbologia arcânica [dos arcanos do Tarot], é o Ermitão, ou Aquele que, tendo realizado a sua peregrinação – como o Édipo, ou O de Pés Inchados de Tanto Caminhar, ou ainda Ulisses, Hércules, Diógenes, Dionísio etc. – torna-se o Adepto Perfeito! Hieroglificamente, o Arcano 9 expressa: “teto”, “telhado”, “proteção”, “guia” ou “Aquele que, através da luz de sua lanterna, distribui os seus valores”…

Com relação à parelha de golfinhos, estão eles no Brasão do Estado da Bahia, representados agora por uma parelha humana, fazendo jus à dupla manifestação manúsica: os Gêmeos Espirituais, simbolizando a segunda hipóstase do Logos. Aliás, a Lâmina 19 dos Arcanos [do Tarot] – “o Sol” – é representada por uma parelha de Jovens: os gêmeos espirituais.
* Moysés Jakubovicz. Publicado originalmente na revista Aquarius n. 12 ano 3 (1977), sob o título de “Pré-História do Brasil (parte 4)”.

Em 8 de dezembro de 2009 às 4:31 pm, Antonio Carlos Guerrato Correa disse:
Excelente, gostaria de vermais textos comos esse divulgados neste site. Obrigado
(link para este comentário)Em 8 de dezembro de 2009 às 11:26 pm, admin disse:
Olá Antonio,
(link para este comentário)Fique de olho nas próximas atualizações de artigos e, se houver interesse, procure o Departamento mais próximo, na relação abaixo.
Em 24 de janeiro de 2010 às 9:28 am, Rogério Maciel disse:
Bom Dia ! Só não entendo que rebuscada ligação tem o Português , Cristovão Colombo , com a Redescoberta e Reunião do Brasil e Portugal …
(link para este comentário)Sabe-se bem ,que quem aí chegou, oficialmente, não falando das anteriores viagens portuguesas (não oficiais) e as dos nossos ancestrais Cananitas , ou Fenícios como preferirem , foi PEDRO ÁLVARES CABRAL !!!